terça-feira, 26 de agosto de 2014

Reciclagem eleitoral

Eis que jogam o primeiro panfleto em uma de minhas lixeiras e para minha surpresa, era justamente o de dois candidatos conservadores, pai e filho.

Dei uma "censurada", pois podem querer me amarrar a algum poste por aí, sabem como é, né?

Quando virei o panfleto e li as propostas, compreendi os motivos do eleitor. Entendi também que apenas sendo "BOÇAL" para ter aquelas ideias.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Propaganda do bem



Ao invés de utilizar cavaletes, optamos pelas lixeiras. Todo o material depositado nelas será reciclado e revertido para a campanha.

Ajude em nossa campanha reciclando lixo e a velha política!

Vale jogar "santinhos", também reciclamos papel. ;)

Fernando Coelho 50.020 Deputado Estadual PSOL - RJ

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

'Geração Invencível' entrevista Fernando Coelho

Uma entrevista minha foi publicada na página do facebook "Geração Invencível". Ficou muito bacana! Abaixo segue o texto.


Geração Invencível entrevista Fernando Coelho!



Um militante fervoroso que defende um mandato democrático e participativo junto as classes oprimidas. Este é o perfil de Fernando Coelho, candidato pela primeira vez a deputado estadual pelo PSOL- Rio de Janeiro. Com 30 anos de idade, o jovem militante começou uma campanha tímida, na base do boca-a-boca entre seus amigos, chamados por ele de "companheiros" e que pouco a pouco tem alcançado as redes sociais. Em sua página no facebook (www.facebook.com/fernandocoelhoparaty), Fernando denuncia os desmandos do poder público e aponta soluções. Ex-atleta de Taekwondo, acredita na junção entre esporte, educação e cultura nas bases sociais oprimidas como ferramenta para transformação de uma sociedade mais justa e igualitária. Através das redes sociais efetua a tarefa de fiscalizar o poder executivo. Ele é administrador conosco e em algumas outras páginas como  Vírus Planetário, Esquerda Revolucionária e Eu Tenho Ligação Com Marcelo Freixo.

A partir de agora a página Geração Invencível traz um bate-papo exclusivo com Fernando Coelho.

Geração Invencível: Fernando, por qual motivo você decidiu participar do processo eleitoral?

Fernando Coelho: Saudações a todos. Tive esse “rompante” ainda em 2012, pouco depois do pleito municipal. Sou de Paraty, uma cidade pequena, porém, com deficiências similares as da capital. O sistema neoliberal tem sido um seguimento constante em todos os mandatos que tivemos. Para quem não conhece o sistema neoliberal, darei uma previa bem resumida... É este sistema onde o executivo passa a utilizar contratos com setores privados (as chamadas PPP’s, Parceria Público Privado). Em Paraty tivemos boa parte dos setores da saúde terceirizados (assim como no Rio de Janeiro), incluindo mão de obra (para que abrir concurso público se podem ter o funcionalismo de cabresto, não é?). Outros setores também foram terceirizados, boa parte urbanismo, limpeza etc. Utilizei a cidade onde vivo para que as pessoas compreendam que o sistema neoliberal tem dominado não apenas as capitais, mas também cidades do interior de toda a federação. Esta crescente se dá, certamente, pelo “toma lá da cá”, onde empresas financiam campanhas para depois prestarem serviços para estes municípios (boa parte superfaturada, logicamente)... Esse é o ponto chave para decifrar boa parte da corrupção existente em nosso país, acho que isto unido as frustrações e decepções políticas, a ausência de políticas sociais de base. Mas o que garantiu mesmo esse meu anseio, foi viver diariamente acompanhando cada passo do estado opressor, ali eu tive certeza da necessidade de fazer algo. Com a remoção criminosa da Aldeia Maracanã, a tentativa de demolir a Escola Friedenreich, Julio Delamare  e o Célio de Barros, quando a população lutou contra a privatização do Maracanã e o governo fingiu não escutar, quando os educadores foram espancados pelo aparato opressor do estado em movimento de greve legítimo, quando removeram de maneira brutal os moradores da “favela da TELERJ”, quando a juventude foi espancada/oprimida por tentar gritar para o mundo sobre todas estas barbáries entre muitas outras que não citei aqui. Foi aí que decidi de vez em participar do pleito de 2014.

GI: Como você entende o seu papel de oposição sabendo que hoje tanto a Câmara Municipal como a Assembleia Legislativa são compostas em sua maior parte por parlamentares da base governista (PMDB)? O trabalho será mais difícil?

Fernando: Até o momento o PMDB é maioria...  Mas as eleições estão aí, eles tem muitos votos de cabresto e dinheiro da iniciativa privada para gastar em suas campanhas, mas acho que eles irão perder algumas cadeiras na ALERJ e na Câmara Federal. Talvez o PR seja posição este ano e quem conhece o Garotinho, sabe bem que ele não é muito diferente destes aí, ele mesmo foi quem levou Sérgio Cabral ao governo, alguém lembra?
Não vejo problema em ser oposição, bem pelo contrário...  Todos os parlamentares deveriam ser oposição aos governos, é isto que equilibra. O problema todo é que muitos “legisladores” são eleitos por meios espúrios, com financiamento de campanha bancado por empreiteiras, empresários etc... Para eles não existe almoço grátis, como costuma dizer meu querido companheiro Chico Alencar. Eles entram lá para trabalhar para as empresas que patrocinam suas campanhas e para isto, garantem a blindagem do executivo também. Veja o caso recente do Bethlem? Quem viu o discurso da Leila para blindar ele, certamente ficou chocado. “Ele me ajudou muito”.. rs. Onde está lotado o filho dela? Ai ai...

GI: Em todo o país, mas especialmente no Rio de Janeiro, os protestos de junho/2013 tiveram grande repercussão apontando novos rumos para a política. O que podemos tirar de lição deste movimento?

Fernando: O que podemos (nós, sociedade civil) tirar destes movimentos? Acho que devemos aprender com essa juventude que está e esteve aí nas ruas. Mas quem realmente deveria tirar como lição são nossos governantes, nossos parlamentares e os tribunais que sentenciam os oprimidos sem chance de defesa.

GI: Na sua opinião, quais os principais problemas do Rio de Janeiro?

Fernando: Nossos principais problemas? Acho que o principal problema é o nosso governo, ele é o verdadeiro vilão. Sei que vai parecer repetitivo, mas é como falei. A violência é fruto do próprio estado, que ao invés de educar, oprime, e com isto, produz opressores. Devemos tratar nossa sociedade de maneira humana, nossos jovens são meras estatísticas para a mídia corporativa e para o estado que infelizmente tentam jogar a “sujeira” para longe das classes mais abastadas. As remoções são o exemplo perfeito do que estou falando, o estado, revistas e jornais elitistas, tentam por todos os meios criminalizar a pobreza.  Isso tudo é feito de acordo com os “patrocinadores”, quem especula imóveis no Rio de Janeiro também patrocina campanhas, olhem bem os financiadores de campanhas, pois eles também governam. Terceirizações tenebrosas como as da saúde e educação... Existem coisas que os únicos motivos para terceirizarem são: Para desvio de verbas públicas, ou pelo gestor do estado e das secretárias serem incompetentes.  Educação tem sobras no orçamento, porque não investir em melhores salários para os educadores, por exemplo? Só vejo os professores apanhando, como pode isto? Não entra na minha cabeça a forma com que os nossos educadores são tratados, não é natural, não deve ser tratado com naturalidade.
Os casos de violência apenas aumentam e com isto, aumentam também a repressão as classes menos abastadas. Como dito por você mesmos, defendo a interação entre Educação, Esporte e Cultura para lidar com os problemas da sociais, conhecidos popularmente como problema com a violência.  Não seria muito mais útil levar Educação em tempo integral (com atividades esportivas e culturais), saúde e saneamento básico para as comunidades? O Sérgio Cabral levou o que? Levou UPP, apenas o aparato opressor. Alguém já viu policia (militarizada, ainda por cima) educar e tratar enfermos? Pois é... Toda esta violência é fruto da violência do estado. É como a “lei de causa e efeito". Se você trata a sociedade com violência, ela certamente nos trará um retorno violento.

GI: Por que você decidiu ingressar pelo PSOL? você se identifica com o partido?

Fernando: E muito! Sou socialista e também libertário. Gosto muito da visão da companheira Rosa Luxemburgo... Mas tenho meus momentos Che Guevara quando vejo as classes dominantes esmagando as classes oprimidas e minoritárias. Não sei lidar com covardes, tenho asco a gente covarde.

GI: Quais suas principais propostas?

Fernando:  Minha proposta é de fazer um mandato participativo, junto as classes/categorias trabalhistas oprimidas pelo estado. Meu mandato será amplo para os educadores, quero construir o mandato com eles, principalmente. É a categoria que pode salvar o nosso futuro como sociedade civil organizada, sem eles, jamais conseguiremos atingir os objetivos desejados de uma sociedade livre, igualitária e humana. Não temos como evoluir sem ser por eles. Fora isto, podem esperar uma fiscalização acirrada ao estado, sem dúvidas.

GI: Que mensagem você teria para o nosso público alvo, especialmente os cariocas, tão decepcionados com os rumos da política?

Fernando: É... rs. O nosso estado consegue ser tão competente no seu objetivo de desconstrução, "DESgovernar", que formou vários anarquistas inconscientes, formaram até anarcocapitalistas, é mole? E não estou me referindo aos anarquistas de fato, os que costumo chamar de “Bakunianos”, com todo carinho e respeito, estes eu chamo de companheiros, pois lutam e lutam a boa luta!

Minha mensagem é para que estudem os candidatos, não caiam na falácia de que todo político e partido é igual, pois é justamente o que a estrutura burguês almeja... Uma classe que não liga para os acontecimentos políticos, pois assim, fica mais fácil para eles dominarem aquela fatia totalmente desconhecedora dos seus direitos, as classes oprimidas. Gostaria de aproveitar e pedir para que conheçam e pesquisem pelo companheiro Tarcísio Motta que é candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSOL. Temos outros quadros também interessantes no PCB e PSTU. Pesquisem, pois temos opção no Rio de Janeiro sim, além dos quatro candidatos que tem despontado nas pesquisas. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Foi dada a largada!

Finalmente foi dada a largada. Após exercer como cidadão a tarefa de fiscalização do governo do estado e de exercer uma voz ativa de militância de oposição por diversos anos, em conversas com diversos companheiros, decidimos participar do pleito eleitoral.



Com muita felicidade anuncio minha candidatura a Deputado Estadual pelo PSOL - Rio de Janeiro. Me sinto extremamente feliz porque dou início a uma campanha limpa, sem dinheiro de empreiteiras e empresários de ônibus. Faço uma campanha conversando com as pessoas, ouvindo gente do povo que assim como eu, sonha por políticas públicas para todos.

O Rio de Janeiro vive hoje um momento muito importante no qual se prepara para continuar recebendo grandes eventos. A grande questão é que para a realização destes eventos, a prefeitura e o governo estadual estão adotando políticas voltadas única e exclusivamente para o capital. Há poucos meses tivemos a Copa do Mundo, onde apenas os ricos e endinheirados puderam entrar no Maracanã, devido aos ingressos caríssimos. Por pouco não perdemos a Escola Municipal Friedenreich (a 10ª melhor escola do Brasil), o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare, equipamentos públicos previstos de demolição no projeto vergonhoso de concessão do Maracanã. 

Na área de política habitacional um verdadeiro pesadelo: diversos relatos de remoções em várias partes da cidade. Pessoas são retiradas de suas casas sem nenhuma garantia de moradia. Uma especulação imobiliária que ninguém consegue controlar e que expulsa do Rio de Janeiro quem não tem condições de pagar um aluguel caríssimo. Moradores de comunidades carentes tendo que viver com o aparato opressor do estado em um projeto falido de UPP’s que acaba sendo inútil por levar apenas o aparato policial, esquecendo assim de levar o que tem de mais importante para formação digna humana: saúde, educação em tempo integral, esporte, cultura e saneamento básico. E para completar ainda tem as milícias, dominando comunidades e áreas carentes que ficam a mercê de um aparelhamento extremamente covarde! 

A educação e nossos educadores vivem em situação de abandono, onde o governo prega uma meritocracia fantasiosa e covarde, onde as regras da pseudo meritocracia só se aplicam aos educadores e parte do funcionalismo. Outro desvio preocupante na educação é a terceirização de serviços públicos. Existem duas opções para governantes que fazem isto... Para desvio de verbas públicas ou por pura incompetência de gestão (qual será a do Rio?). Diversas áreas da educação já foram terceirizadas, incluído parte do funcionalismo, como no caso das merendeiras.  

Para enfrentar esses e outros problemas, me apresento. Muito prazer, eu sou Fernando Coelho 50.020 (PSOL). Serei a voz dos excluídos na Assembléia Legislativa do Rio.

Entre em contato comigo: fernandocoelhopsol@yahoo.com.br